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Começou a fazer fotografia aos 15 anos altura em que montou o seu primeiro laboratório para fotografia a preto e branco em casa . Cedo começou a nutrir pela " imagem parada " um carinho muito especial, pois através dela conseguia "parar" no tempo um momento, uma visão, um sentimento de altura, que através de milisegundos, se conseguem "congelar" para sempre. É isso para ele a beleza, o encanto da arte fotográfica. Parar um momento, parar uma visão que surge muitas vezes do nada e que nos encanta. Trabalhou também com diapositivos a cores, que revelava também em casa mas o PB sempre foi a sua paixão. Para mais o verdadeiro bichinho da fotografia invadiu-o aos 13 anos, após uma sessão de "camara escura" com um amigo da familia, o saudoso Prof. José Marques da Silva, um retratista de bom gabarito e Nikonista ferrenho.
Para ele nao existem melhores fotógrafos que outros, mas sim fotógrafos diferentes uns dos outros, pois que para cada trabalho e estilo, diferentes reacções se obtêm de quem aprecia o trabalho do fotógrafo. Defende junto dos seus colegas fotógrafos, iniciantes ou avançados, que a fotografia é algo de muito pessoal pois que na sua forma de a viver, é antes de mais uma forma de comunicar. O que defende também é que o fotógrafo deve fazer com que o seu trabalho, independentemente da sua visão, seja um trabalho de qualidade. E a qualidade envolve inexoravelmente a técnica fotográfica e essa mesma técnica reside não só no manuseamento correcto da máquina fotográfica e extensiva compreensão de tudo o que está envolvido com a imagem analógica e digital, mas a técnica tem também associada a "imagem" que o fotógrafo faz na sua cabeça e através dos seus sentidos daquilo que vai fotografar.
Começou na era analógica e aí permaneceu até 1991, sendo que entre 1991 e 2001 - 10 anos pois - interrompeu a sua actividade fotográfica, altura em que se iniciou na fotografia digital. O preto e branco continua a ser a forma como se expressa melhor, pois é esencialmente monocromático. Nunca expôs o seu trabalho até Setembro de 2007, - altura em que começou a expôr - sendo que em 1989 participou de forma isolada na Bienal dos Açores e Atlantico, onde submeteu dois trabalhos que foram seleccionados para exposição e tiveram direito a duas menções honrosas. Nunca frequentou qualquer curso de fotografia e tudo o que aprendeu e ainda aprende, é de forma autodidacta e com muitos erros cometidos.
Começou em Abril de 2008, a leccionar Workshop's de Fotografia Digital, com duração de 3 meses. Gosta de ensinar e de transmitir aos outros os seus conhecimentos.
Uma boa fotografia é feita na máquina e no momento imediatamente antes do premir o botão do obturador e nunca depois " arranjando-a " com software apropriado, pois que uma má fotografia será sempre uma má fotografia. Antes do mais pretende manter-se fiel à imagem original e se a mesma não ficou bem registada na sua origem, com boa composição, medição correcta da luz segundo o seu próprio gosto pessoal e demais parametros...nao a utiliza e deita-a fora pois não há na sua perspectiva, software que lhe valha. É isto que tenta transmitir aos seus alunos , pois que a fotografia não tem segredos e deve ser bem feita logo na sua origem: na máquina fotográfica.
No fundo e utilizando uma frase sua, o fotógrafo de hoje tem duas opções:
- ou passar mais tempo atrás da sua máquina fotográfica ou passar mais tempo à frente do seu computador. A.Nogueira prefere passá-lo atrás das máquinas fotográficas.
Que o porfolio seja do vosso agrado.
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